Esta é a 8ª obra de arquitetura mais incrível do mundo, segundo ranking

O PALÁCIO DA PENA, EM SINTRA É, NO RANKING TRENDYFICATION, A OITAVA CONSTRUÇÃO DE ARQUITETURA MAIS INSPIRADORA DO MUNDO


É lindo! As opiniões portuguesas são, com certeza, unânimes. O Palácio da Pena é uma incrível obra de arquitetura construída, ainda por cima, no cume de uma montanha. E o ranking sobre obras de arquitetura contemporâneas e antigas da Trendyfication destaca 13 obras. O Palácio da Pena está entre elas, em 8º lugar.

Nos 3 primeiros lugares deste ranking estão o Estádio Nacional de Pequim, na China, de 2008, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Brasil e o Templo de Ayutthaya, na Tailândia.

A 8ª obra de arquitetura mais inspiradora do mundo é portuguesa e é o Palácio da Pena!

Mandado construir por um alemão, Fernando Augusto de Saxe-Coburg-Gotha, o marido da nossa rainha D. Maria II, o Palácio da Pena aparece neste ranking com destaque para as cúpulas, os terraços e as gárgulas.


O Palácio da Pena fica em São Pedro de Penaferrim, perto de Sintra, e tem algumas parecenças com o palácio de Neuschwanstein, perto de Hohenschwangau e Füssen, na Baviera, Alemanha.


Foi construído num local muito alto, escarpado e quase inacessível. É um dos palácios mais fotografados da Europa, representa a expressão máxima do estilo arquitetónico do “romantismo” e foi fruto do sonho de D. Fernando.


O Palácio da Pena foi comprado, em 1838, pelo rei-consorte D. Fernando, onde se encontravam as ruínas do antigo convento da Ordem de São Jerónimo e a sua construção terminou em 1847.



Um pouco da História do Palácio da Pena


O Palácio da Pena deve o nome a uma pequena capela, construída neste mesmo local, em invocação a Nossa Senhora da Pena, no reinado de D. João II, para assinalar a ocupação desta escarpa da serra de Sintra.


A ideia deste Palácio saiu da cabeça e da criatividade de D. Fernando, marido da rainha D. Maria II e é o expoente máximo do Romantismo do século XIX em Portugal, com características manuelinas e mouriscas e ainda com alguma influência dos palácios da Alemanha, de onde D. Fernando era original. O rei-consorte fez questão de acompanhar pessoalmente a construção do palácio.


Em 1838, D. Fernando comprou o antigo mosteiro dos monges de São Jerónimo, já em ruínas, fundado pelo rei D. Manuel I, no alto cume da escarpada serra de Sintra. Adquiriu igualmente a cerca envolvente, o Castelo dos Mouros, tal como as matas em redor e algumas quintas ainda e resolveu construir, a partir deste mosteiro, um palácio ao gosto romântico tão característico do norte da Europa.


O próprio rei acompanhou, de perto, as obras do palácio, entregues ao arquiteto Barão von Eschwege. Apesar do difícil e íngreme acesso, os filhos mais velhos acompanhavam-no por vezes, montados em cavalos ou póneis.




O Palácio da Pena foi construído com influências dos castelos do Reno, traços mouriscos e inspiração medieval nas torres. Também aqui, D. Fernando aplicou a sua preferência por espaços muito mais pequenos e acolhedores (do que as salas grandes habituais nos grandes palácios), para promover o convívio familiar e uma vivência de maior intimidade. Os jardins foram mandados fazer refletindo a mesma preocupação para que as crianças pudessem brincar nas pequenas torres, grutas e fontes.


O Palácio da Pena espelhava, em todo o seu interior, esse mesmo costume: aproximar as pessoas umas das outras e foi muito com este propósito que D. Fernando acompanhou, a par e passo, as obras do palácio e dos jardins circundantes, para garantir que tudo seria feito a seu gosto.


Depois das obras acabadas, D. Fernando mandou vir, de Londres, duas carruagens modernas para que a viagem da família de Lisboa (a residência dos reis era o Palácio das Necessidades), a Sintra, se fizessem apenas em duas horas. Ainda antes da edificação do palácio, ordenou a construção de uma estrada para que, com maior facilidade conseguisse chegar ao cimo da serra.


A localização no topo da montanha teve o objetivo de poder ser observado por todos, de qualquer ponto do parque e da floresta. Agora está, neste ranking, entre as 13 mais incríveis obras de arquitetura do mundo.


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